INCT Produção da Casa e da Cidade participará do XVIII Seminário da Red Iberoamericana de Investigación sobre Globalización y Territorio (RII)

Nos dias 13, 14 e 15 de novembro de 2024, na Universidad Nacional del Sur, em Bahía Blanca (Argentina), ocorrerá o XVIII Seminário da Rede Ibero-Americana de Investigadores sobre Globalização e Território (RII). O INCT Produção da Casa e da Cidade estará representado no evento pela sua coordenadora, Maria Lucia Refinetti Rodrigues Martins, que apresentará o trabalho “Produção da Casa e da Cidade no Brasil Contemporâneo: em busca de marcos teóricos e uma agenda de pesquisa”. A proposta, aprovada para o Grupo de Trabalho 4 “Processos urbanos contemporâneos e desigualdades socioterritoriais”, tem por objetivo apresentar a agenda de pesquisa e as inovações metodológicas do INCT, aproveitando o espaço para o fortalecimento do diálogo latino-americano.

A oportunidade de apresentar esse projeto neste momento na RII é muito significativa, pois, ao resgatar e retrabalhar referências acadêmicas e metodológicas que embasaram a leitura da “Produção capitalista da casa e da cidade, no Brasil Industrial”, no início dos anos 1980, dialogamos diretamente com o que a rede investiga desde seus primórdios: os impactos territoriais e urbanos dos processos econômicos globais, afirma Maria Lucia.

O XVIII Seminário da RII, com o tema “Territórios em Disputa: Cenários Geoeconômicos e Geopolíticos Incertos”, buscará explorar as incertezas geopolíticas e geoeconômicas que caracterizam o atual cenário global, marcado pela financeirização, avanços tecnológicos e a reconfiguração da divisão internacional do trabalho. O encontro enfatizará as consequências dessas transformações no nível urbano e territorial, com especial atenção às crises ambientais, desigualdades territoriais e desafios de governança urbana.

Além disso, o seminário abordará questões como a crise climática global e suas repercussões nos territórios, a desigualdade de infraestrutura e serviços em várias escalas, e os desafios enfrentados pelas cidades contemporâneas, como a precarização do trabalho e a exclusão socioterritorial. O evento, que terá a participação de pesquisadores de toda a Ibero-América, promete ser um momento crucial para a reflexão sobre as novas dinâmicas globais e suas implicações para o planejamento e desenvolvimento territorial na região​.

 

Sobre a Rede Ibero-Americana de Investigadores sobre Globalização e Território (RII)

A Rede Ibero-Americana de Investigadores sobre Globalização e Território (RII) foi iniciada em 1994, sob inspiração de Carlos de Mattos, da PUC Chile, durante um seminário em Pereira, Colômbia, com o objetivo de proporcionar um espaço contínuo de análise e debate sobre os impactos da globalização e da reestruturação econômica, social e política nos territórios ibero-americanos. Ao longo de três décadas, a RII tem sido um fórum essencial para a discussão de questões complexas que envolvem a redistribuição territorial de atividades econômicas, desigualdades regionais e urbanas, e a adoção de inovações tecnológicas. A rede também se destaca por seus esforços em estudar e refletir sobre as novas formas de gestão pública territorial, respondendo às demandas de um contexto cada vez mais globalizado e tecnologicamente avançado.

Ao longo de sua trajetória, a RII organizou dezessete seminários internacionais em diferentes países, consolidando-se como uma plataforma de intercâmbio acadêmico e interdisciplinar entre pesquisadores de diversas áreas.

Em sua primeira década de existência, predominaram as investigações de caráter monográfico, “leituras” da globalização e de seus impactos no território, particularmente nas metrópoles. A partir de 2004, buscou-se promover a apresentação de trabalhos de reflexão teórica e comparativa.

Ao longo de sua história, a rede vem se organizando em Grupos Temáticos regulares, garantindo ao evento um caráter de reunião de “grupos de trabalho” e de aprofundamento de investigações, reunindo pesquisadores e profissionais efetivamente envolvidos em sua organização.

A partir da última década, a convocatória passou a ser mais ampla, com chamadas abertas, divulgadas eletronicamente e priorizando pesquisas sobre os efeitos urbanos e territoriais de uma economia financeirizada, que se traduziu num conjunto de condicionantes substantivamente distintos daqueles da fase industrial-desenvolvimentista. Desde 2018, assume definitivamente esse formato mais amplo, incorporando processos diversos das múltiplas transformações do contexto mundial e as diferentes abordagens para interpretar seus impactos nos territórios ibero-americanos.

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